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Apenas para informação geral. A bremelanotida é um medicamento sujeito a receita nos EUA, mas não tem autorização na UE nem no Reino Unido. As dúvidas sobre a sua saúde devem ser colocadas a um médico.
Estudos

O que a inves­ti­gação encontrou

Vale a pena saber: As provas mais fortes vêm de dois ensaios financiados pela empresa em mulheres na pré-menopausa. Os benefícios medidos foram reais mas pequenos, e os estudos em homens foram curtos.

A bremelanotida foi estudada em animais, em homens com disfunção erétil e, de forma mais aprofundada, em mulheres com baixo desejo sexual.

Estudos em animais

Num estudo de 2004 em ratas, o PT-141 aumentou os comportamentos com que as ratas convidam um parceiro, sem alterar o reflexo físico do acasalamento. Os investigadores viram nisso um sinal de que atua no desejo e não na mecânica do sexo, uma ideia que marcou o seu desenvolvimento posterior.

Homens com disfunção erétil

  • Spray nasal (Int J Impot Res, 2004): em homens saudáveis e em homens com disfunção erétil ligeira a moderada, o PT-141 provocou ereções em comparação com placebo, a partir de cerca de meia hora após a toma. Rubor e náuseas foram os efeitos secundários mais comuns.
  • Injeção (Int J Impot Res, 2004): o PT-141 injetado provocou ereções em homens saudáveis sem imagens sexuais, e em homens que respondiam mal ao sildenafil.
  • Em conjunto com sildenafil (Urology, 2005): em 19 homens, juntar uma dose baixa de spray nasal a uma dose baixa de sildenafil deu uma resposta erétil mais forte do que o sildenafil sozinho, sem novos efeitos secundários.

Mulheres com pouco desejo

  • Primeiro estudo em mulheres (J Sex Med, 2006): entre 18 mulheres na pré-menopausa com perturbação da excitação, mais mulheres relataram desejo moderado ou elevado após uma única dose nasal do que após placebo.
  • Ensaio de determinação de dose (Womens Health, 2016): ao longo de 12 semanas, as duas dosagens mais altas aumentaram o número de experiências sexuais satisfatórias e reduziram o sofrimento em comparação com placebo, mas em menos de uma experiência satisfatória extra por mês.
  • Ensaios RECONNECT (Obstet Gynecol, 2019): 1267 mulheres com idade média de 39 anos usaram bremelanotida ou placebo conforme necessário durante 24 semanas. As pontuações de desejo subiram e o sofrimento associado ao baixo desejo desceu, claramente mais com bremelanotida.
  • Extensão aberta (Obstet Gynecol, 2019): 684 mulheres continuaram mais 52 semanas e 272 chegaram ao fim. Os efeitos secundários mais comuns foram náuseas em cerca de quatro em cada dez, rubor em cerca de uma em cada cinco e dor de cabeça em cerca de uma em cada oito.

Críticas

Uma análise de 2024 feita por psicólogos independentes defendeu que os questionários usados no RECONNECT tinham pouca validade comprovada para mulheres com baixo desejo, que a maioria dos resultados planeados não tinha sido publicada e que os benefícios globais eram estatisticamente modestos. Um comentário de 2026 seguiu noutra direção e perguntou se o medicamento devia ser estudado em homens com pouco desejo.

Limites das provas

  • A maioria dos ensaios foi financiada ou conduzida pelas empresas que desenvolviam o medicamento.
  • Nos ensaios de fase 3 participaram sobretudo mulheres brancas dos Estados Unidos.
  • As mulheres na pós-menopausa e os homens com pouco desejo não fizeram parte dos ensaios de aprovação.
  • Os estudos em homens usaram formas antigas do medicamento e duraram apenas dias ou semanas.

Resumo

O PT-141 influencia de facto a resposta sexual, em homens e em mulheres. Nos ensaios que levaram à aprovação trouxe ganhos pequenos mas mensuráveis no desejo e menos sofrimento, à custa de náuseas frequentes. Quanta diferença isso faz no dia a dia continua em debate.

Referências

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